Uma pesquisa desenvolvida no Mestrado Profissional em Urgência e Emergência da Universidade Estadual de Maringá (UEM) criou um sistema digital para apoiar a gestão de leitos em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto. A ferramenta foi desenvolvida no Hospital Universitário de Maringá (HUM) e já está em utilização no setor.
O sistema permite acompanhar, em tempo real, a situação dos leitos da UTI. Entre as informações disponíveis estão os espaços ocupados, liberados, em processo de higienização ou submetidos a algum tipo de manutenção. A proposta é reunir em um único ambiente dados que ajudam as equipes a identificar com mais rapidez a disponibilidade da estrutura hospitalar.
A pesquisa foi divulgada pela UEMTV, canal institucional da Universidade Estadual de Maringá, em 24 de setembro de 2026. O registro também aparece na lista de notícias da UEM, que reúne as publicações externas da universidade.
Como funciona o monitoramento dos leitos
Além de indicar a condição de cada leito, a plataforma registra os horários de início e término da higienização. O sistema também identifica o tipo de limpeza realizado e gera relatórios a partir das informações inseridas pelas equipes responsáveis pelo fluxo dos leitos.
Na prática, esses registros organizam etapas que precisam ser acompanhadas antes que um leito volte a ser considerado disponível. Ao permitir a visualização das mudanças de status, a solução oferece uma forma mais rápida de consultar o andamento da ocupação, da limpeza e de eventuais intervenções de manutenção na UTI adulto.
A ferramenta foi criada por Rita Cristina Cardoso Cestari, servidora do Hospital Universitário de Maringá e integrante do Núcleo Interno de Regulação. O trabalho teve orientação de Elias Cesar Araujo de Carvalho, assessor técnico em Transformação Digital em Sistemas e Business Intelligence em Saúde do HUM.
Tecnologia aplicada à rotina hospitalar
O foco da dissertação está na aplicação de uma solução tecnológica a uma necessidade concreta do ambiente hospitalar. Em uma UTI, a informação sobre a situação dos leitos precisa ser atualizada para apoiar decisões relacionadas ao encaminhamento de pacientes que necessitam de cuidados intensivos.
Segundo a divulgação institucional da UEM, o sistema foi concebido como uma alternativa de baixo custo. A característica é destacada no contexto de unidades públicas de saúde, que podem enfrentar alta demanda e limitações de recursos para implementar soluções digitais voltadas à organização de processos.
O objetivo não é substituir a atuação das equipes, mas oferecer informações sistematizadas para apoiar o trabalho de regulação e a tomada de decisões. Com os dados sobre os leitos reunidos e atualizados, os profissionais podem consultar de maneira mais direta em que etapa se encontra cada espaço da unidade.
Pesquisa conecta universidade e Hospital Universitário
A iniciativa também evidencia a aproximação entre a pesquisa acadêmica da UEM e os desafios enfrentados no Hospital Universitário de Maringá. Nesse caso, o resultado do mestrado profissional foi desenvolvido a partir de uma demanda do próprio ambiente de trabalho da pesquisadora e aplicado no setor em que o fluxo de leitos precisa ser acompanhado continuamente.
Ao registrar a ocupação, a higienização, a manutenção e os horários de cada etapa, a plataforma cria um histórico para consulta e elaboração de relatórios. Essas informações ajudam a dar visibilidade ao processo e podem contribuir para que a equipe tenha uma compreensão mais organizada da disponibilidade dos leitos da UTI.
A experiência do HUM mostra como ferramentas digitais podem ser direcionadas a problemas específicos da gestão em saúde. No caso da pesquisa da UEM, a solução está concentrada no monitoramento de leitos de UTI adulto e na qualificação das informações utilizadas pelo Núcleo Interno de Regulação.
O sistema permanece vinculado à rotina do Hospital Universitário de Maringá, onde já é utilizado. A divulgação da universidade não informa, na publicação consultada, uma previsão de expansão da ferramenta para outras unidades ou hospitais.
