Segundo Tiago Schietti, o setor funerário, embora atue em um serviço essencial e contínuo, não está imune às transformações econômicas do país. Inflação, variações de renda, mudanças no comportamento de consumo e instabilidades financeiras impactam diretamente a forma como famílias, empresas e o próprio mercado funerário se organizam.
Diante desse cenário, o setor precisa se adaptar para manter sua sustentabilidade econômica sem perder o caráter humano e social de sua atuação. Vamos explorar ao longo deste texto os desafios e caminhos possíveis para que o setor se adapte às mudanças econômicas mantendo sua credibilidade e relevância social.
O impacto da economia no consumo de serviços funerários
As condições econômicas influenciam diretamente o poder de compra das famílias e, consequentemente, suas decisões no momento da contratação de serviços funerários. Em períodos de instabilidade, observa-se uma maior busca por soluções mais acessíveis, com foco no essencial e na previsibilidade de custos.
De acordo com Tiago Schietti, esse comportamento não diminui a importância do serviço, mas altera a forma como ele é contratado. Planos funerários, pacotes mais enxutos e opções flexíveis passam a ganhar relevância, exigindo que as empresas se adaptem às novas expectativas do consumidor sem comprometer a qualidade do atendimento.
Desafios financeiros enfrentados pelo setor funerário
Assim como outros segmentos, o setor funerário enfrenta aumento de custos operacionais em cenários econômicos adversos. Despesas com insumos, energia, manutenção, mão de obra e logística impactam diretamente a rentabilidade das empresas.
Além disso, conforme explica Tiago Schietti, a necessidade de manter estrutura disponível 24 horas por dia exige um alto nível de organização financeira. Em momentos de retração econômica, esse desafio se intensifica, tornando fundamental uma gestão eficiente, planejamento de custos e controle rigoroso das operações para garantir a continuidade dos serviços.

A importância da gestão estratégica em tempos de mudança
As mudanças econômicas reforçam a necessidade de uma gestão estratégica no setor funerário. Decisões baseadas em dados, planejamento de médio e longo prazo e análise constante do mercado tornam-se essenciais para evitar improvisos e garantir estabilidade.
Uma gestão bem estruturada permite antecipar cenários, ajustar serviços e investir de forma mais consciente. Dessa forma, o setor consegue responder às transformações econômicas sem comprometer sua missão principal, que é oferecer apoio e cuidado às famílias em momentos de perda.
Serviços funerários acessíveis e responsabilidade social
Em um país marcado por desigualdades econômicas, o setor funerário também desempenha um papel social importante. Oferecer alternativas acessíveis e orientar famílias em situação de vulnerabilidade é uma forma de responsabilidade social que ganha ainda mais relevância em períodos de crise econômica.
Como avalia Tiago Schietti, esse compromisso contribui para garantir despedidas dignas, independentemente da condição financeira, fortalecendo a imagem do setor como um serviço essencial e sensível às realidades da sociedade brasileira.
Mudanças econômicas e transformação do modelo de negócio
As transformações econômicas também impulsionam mudanças no modelo de negócio do setor funerário. A diversificação de serviços, a personalização de atendimentos e a busca por eficiência operacional passam a ser diferenciais competitivos.
Além disso, a profissionalização da gestão e a adoção de práticas mais transparentes fortalecem a relação de confiança com o consumidor. Em um cenário econômico instável, essa confiança se torna um ativo estratégico para a sobrevivência e o crescimento das empresas funerárias.
Um setor essencial em constante transformação
Em última análise, as mudanças econômicas do país desafiam o setor funerário a se reinventar continuamente. Mais do que resistir às adversidades, o segmento tem a oportunidade de evoluir, adotando práticas mais eficientes, acessíveis e alinhadas às necessidades da sociedade.
Ao compreender os impactos do cenário econômico e responder de forma estratégica, o setor funerário reforça sua relevância como serviço essencial. Assim como ressalta Tiago Schietti, mesmo diante de incertezas, ele segue cumprindo sua missão de acolher, orientar e apoiar as famílias em um dos momentos mais delicados da vida.
Autor: Zusye Pereira
