A forma como as cidades lidam com o lixo mudou profundamente nas últimas décadas, e Odair Jose Mannrich, engenheiro e fundador da empresa Versa Engenharia Ambiental, destaca que o aterro sanitário, quando corretamente projetado e operado, é parte essencial de um sistema moderno de gestão de resíduos. Diferente dos antigos lixões, os aterros atuais seguem critérios técnicos rigorosos para proteger o solo, a água e a saúde pública.
Entender essa evolução ajuda a compreender por que o tratamento adequado dos resíduos é um tema estratégico para o desenvolvimento urbano e ambiental. Venha saber mais no artigo a seguir!
Do lixão ao aterro sanitário: uma mudança estrutural
Durante muitos anos, o descarte de resíduos ocorreu de forma desordenada, em áreas abertas e sem controle ambiental, informa Odair Jose Mannrich. Esses locais, conhecidos como lixões, geravam contaminação do solo, poluição de cursos d’água e proliferação de vetores de doenças.
O aterro sanitário surge como resposta técnica a esse problema, adotando sistemas de impermeabilização, drenagem e monitoramento ambiental. Essa mudança representa um avanço significativo na proteção da saúde coletiva e na redução de impactos ambientais. A transição do lixão para o aterro sanitário marca um passo fundamental na profissionalização da gestão de resíduos no Brasil.
Sistemas de impermeabilização e proteção do solo
Um dos elementos centrais do aterro sanitário é a camada de impermeabilização instalada na base das células de disposição. Essa barreira impede que o chorume, líquido resultante da decomposição do lixo, infiltre no solo e atinja lençóis freáticos.
Além das mantas impermeáveis, são utilizados sistemas de drenagem que coletam o chorume e o direcionam para tratamento adequado. Esse controle reduz significativamente os riscos de contaminação ambiental e protege áreas próximas ao empreendimento. Segundo o engenheiro, Odair Jose Mannrich, a integridade desses sistemas deve ser constantemente monitorada, pois qualquer falha pode gerar impactos de longo prazo. Outra técnica que vem sendo muito estudada e utilizada é o controle de gases, confira agora!
Controle de gases e aproveitamento energético
Durante a decomposição dos resíduos orgânicos, ocorre a liberação de gases, principalmente metano e dióxido de carbono. Em aterros modernos, esses gases são captados por meio de sistemas de drenagem específicos, evitando sua liberação direta na atmosfera.

Em alguns casos, o biogás gerado é utilizado para produção de energia elétrica ou térmica, transformando um passivo ambiental em fonte de energia, expõe Odair Jose Mannrich. Esse aproveitamento contribui para a redução de emissões e para a diversificação da matriz energética. Integrar a gestão de resíduos à geração de energia é um caminho importante para aumentar a sustentabilidade dos sistemas urbanos.
Monitoramento ambiental e segurança operacional
A operação de um aterro sanitário envolve monitoramento contínuo de solo, água subterrânea, emissões atmosféricas e estabilidade das estruturas. Esses controles permitem identificar precocemente qualquer anormalidade e adotar medidas corretivas, demonstra o engenheiro Odair Jose Mannrich.
Também fazem parte da rotina operacional o controle de acesso, a compactação adequada dos resíduos e a cobertura diária das células, reduzindo odores e a atração de animais. Portanto, a eficiência do aterro depende tanto da engenharia do projeto quanto da disciplina na operação diária.
O papel do aterro na gestão integrada de resíduos
Embora o aterro seja fundamental, ele não deve ser visto como a única solução para o lixo urbano. Programas de coleta seletiva, reciclagem, compostagem e recuperação energética ajudam a reduzir o volume de resíduos destinados à disposição final.
Nesse contexto, o aterro passa a cumprir a função de receber apenas aquilo que não pode ser reaproveitado, prolongando sua vida útil e reduzindo impactos ambientais. Odair Jose Mannrich destaca que a integração entre diferentes etapas do gerenciamento de resíduos é o que garante eficiência econômica e ambiental ao sistema como um todo.
Planejamento urbano e responsabilidade ambiental
A localização e a vida útil dos aterros precisam ser consideradas no planejamento urbano de longo prazo. Escolher áreas adequadas, prever rotas de transporte e planejar a recuperação ambiental após o encerramento das atividades são etapas fundamentais do processo.
Além disso, a conscientização da população sobre redução de resíduos e separação correta do lixo contribui diretamente para o bom funcionamento do sistema. Gestão de resíduos é um tema que envolve engenharia, políticas públicas e participação social.
O aterro sanitário representa um avanço significativo em relação às práticas antigas de descarte de lixo, oferecendo soluções técnicas para proteção ambiental e saúde pública. Com sistemas de impermeabilização, controle de gases e monitoramento contínuo, ele cumpre papel estratégico na gestão moderna de resíduos. Como resume, Odair Jose Mannrich, fortalecer essa infraestrutura e integrá-la a políticas de redução e reaproveitamento é essencial para cidades mais sustentáveis e seguras.
Autor: Zusye Pereira
